terça-feira, outubro 31, 2006

A Uma Atrevida



No escuro, no silêncio, n’amplidão. Sua voz ecoa em sentido impensável. E traz luz, traz sol, traz um fio de paz, que seja. Leio sua mudez numa noite irresgatável, resgatada pouco a pouco ao final de cada parágrafo. E minh’alma voa feito riso de criança...
Senti-la dentro do peito – e, às vezes, mesmo a meu lado – não é mera vaidade sustentada pelo inconsciente, tampouco invencionice. Senti-la dentro do peito é ter a certeza de que a próxima frase sempre valerá a pena e que cada entrelinha me trará o devido conforto.
Estranho conforto o que sinto quando leio pedaços de sua alma de imortal. Uma injeção letal de vida é aplicada simultaneamente em minha veia – não sei se vôo ou se fico. Quanto atrevimento invadir-me a alma numa noite irresgatável! E resgato noites e noites como esta a cada frase – pedaços no meu coração de poeta.
Credito tudo a uma atrevida, anarquista (graças a Deus!) e imortal.
Zélia Gattai.


*Esta é minha singela homenagem à querida Zélia. Leitora assídua de seus livros (biografias e invencionices), venho lhe passar por um texto minhas energias positivas, meu desejo de que ela fique bem. Vamos, menina atrevida (como diria Dona Angelina), levanta e pega a caneta, um livro ainda te aguarda!
Esta noite sonhei com Zélia.

domingo, outubro 29, 2006

Estou tirando Licença Prêmio
Da escola
Do mundo
Da vida...

quinta-feira, outubro 26, 2006



Eu tenho uma amiga
Que é tão pura, tão pura
Que tem um sorriso que tira a razão...

Nada mais justo do que homenagear alguém que me fez uma homenaem tão linda, que me alteia de maneira tão linda, que me dá sorrisos de luz. Conheci Cris há dois anos, dia 25 de dois anos atrás, quando, muito tímida, lhe fiz um poema. E quem diria que este poema me renderia uma amizade tão boa e pura, quem diria que acertei meu dedinho por causa do seu sorriso.
São dois anos de poesia, Cris. Um poema que rendeu-me a amizade de uma mulher pela qual não penso duas vezes antes de dizer que amo...
Beijos de luz!

segunda-feira, outubro 23, 2006


Tem gente que tem asas próprias, na leveza da brisa suave
E isso muda o rumo das coisas...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Alto Mar

Tudo, tudo é mar
Meus olhos são feitos de mar
Diante d'um cais noturno
Preto, sem rumo, poedio
Levado em balanço contínuo
Pras pedras na porta do peito.

Meus olhos são feitos de mar
Incontínuos, indecifráveis
Quem me dera, quem me dera
Tudo (h)á-mar.

sábado, outubro 14, 2006

Sincretismo


Estes versos são meus
São meu lirismo
Minha audácia, torpeza
Meu sincretismo
São as portas do inferno e do céu.

Metalingüismo insensível
Meu Deus pagão
Neologismo em sentimento
Café com pão
São os abismos do ser e do não ser.

Estes versos são meus.

*A fotragafia é um misto de ser e não sabê-lo, poeta ao vento perdido nos mistérios do existir.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Asas


Eu escolho, eu escolho
Indefino
Desatino
Santifico
Envido
Eu me escolho...