terça-feira, dezembro 19, 2006

Teia


Vou tecendo, fio a fio
Uma teia de aranha
Uma teia que amaranha
Invisível, indefinida
No escuro
Do meu quarto
E da vida.

Vou tecendo, verso a verso
Distorcendo as palavras
Numa teia incauculada
Numa trama de sentidos
No silêncio
Das pessoas
Eu, tecelã do infinito...

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Querida, Deus salva quem sofre de amor?
A vida cura quem sofre da ausência de si?

5:16 PM  
Blogger Amanda Julieta said...

Tenho uma filosofia de vida muito simples, apesar de sofrer o tempo inteiro. Tou sofrendo agora, por exemplo...Quem sofre de amor não está perdido!! E essas ausências, ah essas ausências! São umas reviravoltas agoniadoras!! Ao menos servem para grandes instropecções e, acredite, resultam em belíssimos poemas!

Um cheiro na tua alma!

6:31 PM  
Anonymous Anônimo said...

que mensagem é essa "..."?
aiaiaiaiai, dona Amanda!!

5:10 PM  
Anonymous Anônimo said...

maravilhosa construção poética... lembrei das Parcas, as 3 deusas gregas que tecem o fio (da existência)... assim você tece o fio do infinito com palavras mágicas...

11:13 AM  

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