quinta-feira, março 22, 2007

Palavroando


Uma palavra pousou

Assim como quem nada quer

No meu ombro - silêncio

Absurdo se fez em mim.


Palavra pousando em menina

É borboleta em jardim

Levando o pólen da flor

Multiplicando o pomar.


Borboletando em silêncio

Nos dias que penso que sou

Na minha vida sem mim

Batendo as asas de verbete.


Deixei a janela aberta

P'ra ver se entrava magia

Que me fizesse uma flor

E multiplicasse eu em mim.


Borboletou palavra.

9 Comments:

Blogger Maísa Picasso said...

ôôÔ que coisa mais linda!
Que palavra em menina é jardim!
ôôô...
Pinguça, cadê meu livro?
Tá gostando da fase de menina deu, tá?
beijos

2:22 PM  
Anonymous Anônimo said...

erolha que essa moça ta mas inspirada cm nunca,sera o amor?rsrsrs
saiba que és uma preciosidade para esse mundo,e para mim tb.
espero que consiga alcansar teus objetivos sempre e estarei aq p/ te ajudar quando puder.
muitos beijinhus

um beija-flor passou por aq

10:23 PM  
Blogger Maísa Picasso said...

cadê meu livro, cadê meu livro?
hunft!
:)

1:36 PM  
Blogger Gustavo Adonias said...

Palavroando por aí, vamos sempre poetizando a vida. Palavra que voa quando pousa é toda prosa, todo dia é dia de poesia!!!Adorei sua poesia Amandita, mui bela e delicada. Bjão e tudo de bom pra você.

11:20 AM  
Blogger L. Rafael Nolli said...

Olá, Amanda! é um mistério, não é, quando a poesia pouso sobre nosso ombro, e nos deixa em silêncio! Gostei muito do teu poema, que trata com uma sutileza essa coisa de sermos transformados pela poesia, de sermos tocados e modificados por simples palavras! Pretendo voltar, pois gostei muito do teu blog! Beijos!

5:01 PM  
Anonymous Anônimo said...

Não pude aparecer. Muito muito gripada :(
Que vamos fazer, pititinha?

12:44 PM  
Anonymous Anônimo said...

Deixei a janela aberta
P'ra ver se entrava magia
Que me fizesse uma flor
E multiplicasse eu em mim.

Essa é uma das coisas mais lindas que já li!

9:38 AM  
Anonymous Anônimo said...

Cadê minha pirigute preferida?
E olha que eu nem comi caruru,
nem conheci irmãzinha.
Já decorei teu caminho de casa.
Eu apareço...
Um cheiro de saudade.

5:53 PM  
Blogger Antonio Junior said...

Analogia perfeita. As palavras tem a vida útil da borboleta que se multiplicam, se desfazem e se renovam. Há braços!


Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos

7:49 PM  

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