Palavroando

Uma palavra pousou
Assim como quem nada quer
No meu ombro - silêncio
Absurdo se fez em mim.
Palavra pousando em menina
É borboleta em jardim
Levando o pólen da flor
Multiplicando o pomar.
Borboletando em silêncio
Nos dias que penso que sou
Na minha vida sem mim
Batendo as asas de verbete.
Deixei a janela aberta
P'ra ver se entrava magia
Que me fizesse uma flor
E multiplicasse eu em mim.
Borboletou palavra.

9 Comments:
ôôÔ que coisa mais linda!
Que palavra em menina é jardim!
ôôô...
Pinguça, cadê meu livro?
Tá gostando da fase de menina deu, tá?
beijos
erolha que essa moça ta mas inspirada cm nunca,sera o amor?rsrsrs
saiba que és uma preciosidade para esse mundo,e para mim tb.
espero que consiga alcansar teus objetivos sempre e estarei aq p/ te ajudar quando puder.
muitos beijinhus
um beija-flor passou por aq
cadê meu livro, cadê meu livro?
hunft!
:)
Palavroando por aí, vamos sempre poetizando a vida. Palavra que voa quando pousa é toda prosa, todo dia é dia de poesia!!!Adorei sua poesia Amandita, mui bela e delicada. Bjão e tudo de bom pra você.
Olá, Amanda! é um mistério, não é, quando a poesia pouso sobre nosso ombro, e nos deixa em silêncio! Gostei muito do teu poema, que trata com uma sutileza essa coisa de sermos transformados pela poesia, de sermos tocados e modificados por simples palavras! Pretendo voltar, pois gostei muito do teu blog! Beijos!
Não pude aparecer. Muito muito gripada :(
Que vamos fazer, pititinha?
Deixei a janela aberta
P'ra ver se entrava magia
Que me fizesse uma flor
E multiplicasse eu em mim.
Essa é uma das coisas mais lindas que já li!
Cadê minha pirigute preferida?
E olha que eu nem comi caruru,
nem conheci irmãzinha.
Já decorei teu caminho de casa.
Eu apareço...
Um cheiro de saudade.
Analogia perfeita. As palavras tem a vida útil da borboleta que se multiplicam, se desfazem e se renovam. Há braços!
Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos
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