terça-feira, dezembro 19, 2006

Teia


Vou tecendo, fio a fio
Uma teia de aranha
Uma teia que amaranha
Invisível, indefinida
No escuro
Do meu quarto
E da vida.

Vou tecendo, verso a verso
Distorcendo as palavras
Numa teia incauculada
Numa trama de sentidos
No silêncio
Das pessoas
Eu, tecelã do infinito...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Divaga-me


Divaga-me a vida, divaga-me
Me leva num riso nos dias que os risos jazem
Me leva num verso, num neologismo
Divaga-me a vida, divaga-me!

Me deita no colo, me prende num laço
Num caso, num abraço, na doce ilusão
Me toma em teu rumo, me leva, poeta
Divaga-me os versos, o coração...

E faz de ti o meu arrimo
Do escuro
Do silêncio
Da solidão...

*Para o meu amor, no dia de seu aniversário; para meu amor que não é poeta de versos, mas leva poesia na alma; para meu amor que canta e me canta e me encanta com sua voz de pássaro (altos vôos em minha vida); para meu amor de olhos intensos e sinceros, que me coloca para dormir com "boa noite" e violão...